Mercado reage à guerra: petróleo sobe forte e recua após fala de Trump
O mercado internacional de petróleo viveu um dia de forte volatilidade nesta segunda-feira (9). As cotações da commodity chegaram a disparar nas primeiras horas do dia diante do temor de que a guerra no Oriente Médio se prolongasse. No entanto, declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump no fim da tarde mudaram o rumo do mercado e fizeram os preços perderem força rapidamente.
Os contratos do WTI chegaram a subir cerca de 30% durante a madrugada, atingindo US$ 119,48 por barril. Já o Brent também ultrapassou a marca de US$ 119, o maior patamar registrado desde 2022.
Guerra no Oriente Médio pressionou preços
O salto nas cotações ocorreu em meio à escalada das tensões envolvendo o Irã e aliados dos Estados Unidos na região.
Investidores temiam que o conflito pudesse afetar diretamente o fluxo global de petróleo, especialmente pela importância estratégica do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% de toda a produção mundial da commodity.
Qualquer risco de bloqueio da passagem marítima costuma provocar reações imediatas no mercado internacional, elevando os preços do petróleo.
Declarações de Trump mudaram o humor do mercado
O cenário começou a mudar no final da tarde, após Trump afirmar que a guerra contra o Irã estaria “praticamente concluída” e que um desfecho poderia ocorrer em breve.
As declarações foram dadas em entrevista à emissora CBS News e repercutiram rapidamente nos mercados globais.
Com isso, os preços do petróleo passaram a recuar e chegaram a cair para cerca de US$ 88 por barril por volta das 18h.
Além das declarações sobre o conflito, Trump indicou possíveis medidas para conter a alta da commodity, entre elas:
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flexibilizar sanções sobre petróleo internacional
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aumentar a oferta global da commodity
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avaliar o controle do fluxo marítimo no Estreito de Ormuz
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ampliar o uso de petróleo venezuelano
Segundo o presidente americano, cerca de 100 milhões de barris de petróleo da Venezuela já foram direcionados para refinarias em Houston, no estado do Texas, e outros carregamentos ainda podem seguir para os Estados Unidos.
Conversa com Putin também influenciou mercado
Outro fator que chamou a atenção do mercado foi a conversa entre Trump e o presidente russo Vladimir Putin.
Segundo o Kremlin, a ligação durou cerca de uma hora e abordou tanto o conflito envolvendo o Irã quanto a guerra na Ucrânia.
Fontes ouvidas por agências internacionais indicam que a Casa Branca também avalia flexibilizar sanções sobre o petróleo russo, o que poderia ampliar a oferta global e ajudar a conter a escalada dos preços.
Impacto político e econômico
A oscilação do petróleo também tem forte impacto político nos Estados Unidos. Com eleições legislativas previstas para novembro, o aumento no preço dos combustíveis preocupa o governo.
Uma pesquisa da Reuters/Ipsos apontou que 67% dos americanos acreditam que o preço da gasolina deve subir no próximo ano, reflexo das tensões geopolíticas.
Especialistas afirmam que, apesar das declarações políticas, o mercado de petróleo continua extremamente sensível a qualquer sinal de instabilidade no Oriente Médio, o que explica movimentos bruscos de alta e queda em poucas horas.

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